<em>Uma agressão criminosa</em>
Perante a brutal agressão israelita aos povos palestiniano e libanês, somos confrontados com uma afinada campanha de propaganda de guerra, nomeadamente quanto à «responsabilidade» desta «crise», que procura «virar o bico ao prego», confundindo a vitima com o agressor.
Uma campanha que procura escamotear que é Israel que reprime violentamente o povo palestiniano, ocupando militarmente a Palestina há dezenas de anos (nomeadamente a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Leste). Uma campanha que procura esconder que Israel ocupa militarmente território libanês e os Montes Golã, território da Síria. Que é Israel, e não outro país, que constrói colonatos e muros que violam o direito internacional, que destrói hospitais, sistemas de abastecimento de água e de energia, estradas, pontes, aeroportos, escolas, habitações, estações de televisão, e que assassina e mantém presos milhares de homens, mulheres e crianças.
Uma campanha de propaganda que, apesar de todos os esforços e manipulações, não consegue esconder que Israel agride a Palestina e o Líbano, semeando a destruição e o terror.
Cinismo da EU
Face a mais uma criminosa agressão militar de Israel aos povos palestiniano e libanês, a União Europeia, inaceitavelmente, corresponsabiliza «as partes» pela situação, branqueando de facto a brutal politica colonialista de Israel, que ataca e ocupa a Palestina e o Líbano, desrespeitando sistematicamente o direito internacional.
Aliás, a União Europeia não tem uma palavra de condenação da actual agressão militar israelita, que pela sua envergadura e alcance há muito estaria a ser preparada, esperando apenas por um pretexto. Mais, a UE reconhece o «legítimo direito de defesa» de quem, afinal, é o agressor - ao mesmo tempo que nega o direito de resistência a quem sofre a agressão e a ocupação -, solicitando, tão só e apenas, uma «acção não desproporcionada», dando afinal o seu aval a acções militares de Israel, apenas incomodando-se se estas forem mal «percepcionadas» pelos povos.
Atitude que no mínimo é cúmplice da «acção» militar israelita e da sua estratégia de domínio desta região. Estratégia que passa pela destruição da Autoridade Palestiniana e pela imposição de facto da anexação dos territórios ocupados por parte de Israel e pela inviabilização das condições necessárias à criação de um Estado palestiniano soberano e independente. Uma estratégia que passa igualmente pelo controlo do Líbano, o que significaria um passo em frente na sua concretização, redobrando a ameaça à Síria.
Os seus reais objectivos
Javier Solana, Alto Representante da UE para a Política Externa e Segurança Comum, informou da «disponibilidade» de países da UE integrarem uma «força internacional» no Líbano, afirmando que: «...temos estado a trabalhar para construir um conceito que torne possível mobilizá-la sob o chapéu do Conselho de Segurança das Nações Unidas...», na linha da proposta de resolução sobre o Líbano apresentada pelos EUA e pela França, em 2004, proposta que foi apoiada pela Alemanha e Grã-Bretanha.
Ou seja, instrumentalizando a ONU, procuram avançar para a criação de uma «força internacional» que garanta a concretização dos objectivos dos EUA/Israel para a região, ignorando a ocupação israelita e ingerindo-se de forma descarada nos assuntos internos do Líbano, com a participação da UE/NATO.
Sublinhe-se que, cinicamente, ainda há alguns meses atrás, a UE clamava pelo «estrito respeito» de um Líbano «soberano» e «independente», pela retirada das tropas sírias e pela «não interferência ou ingerência estrangeira» neste país.
Os arautos da guerra anseiam para que a UE/NATO assuma a responsabilidade que os EUA/Israel lhe querem atribuir na divisão das tarefas para uma «mudança fundamental da realidade política na região», ou seja, para a concretização do plano dos EUA de domínio da região - dos seus recursos energéticos e da sua posição estratégica -, denominado «Grande Médio Oriente». Plano que as grandes potências da UE ambicionam partilhar, evidenciando, afinal, a sua natureza militarista e ambições imperialistas. Para tal, procuram ultrapassar o que consideram ser qualquer obstáculo ao seu projecto de domínio e exploração, seja na Palestina, no Líbano, no Iraque, no Afeganistão, na Síria ou no Irão.
Pelo que, neste momento, é urgente a expressão da solidariedade para com os povos palestiniano e libanês. A firme condenação da agressão israelita e a exigência do seu fim imediato. O cumprimento do direito internacional e da Carta da Nações Unidas, nomeadamente das inúmeras resoluções da ONU que Israel desrespeita.
Uma campanha que procura escamotear que é Israel que reprime violentamente o povo palestiniano, ocupando militarmente a Palestina há dezenas de anos (nomeadamente a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Leste). Uma campanha que procura esconder que Israel ocupa militarmente território libanês e os Montes Golã, território da Síria. Que é Israel, e não outro país, que constrói colonatos e muros que violam o direito internacional, que destrói hospitais, sistemas de abastecimento de água e de energia, estradas, pontes, aeroportos, escolas, habitações, estações de televisão, e que assassina e mantém presos milhares de homens, mulheres e crianças.
Uma campanha de propaganda que, apesar de todos os esforços e manipulações, não consegue esconder que Israel agride a Palestina e o Líbano, semeando a destruição e o terror.
Cinismo da EU
Face a mais uma criminosa agressão militar de Israel aos povos palestiniano e libanês, a União Europeia, inaceitavelmente, corresponsabiliza «as partes» pela situação, branqueando de facto a brutal politica colonialista de Israel, que ataca e ocupa a Palestina e o Líbano, desrespeitando sistematicamente o direito internacional.
Aliás, a União Europeia não tem uma palavra de condenação da actual agressão militar israelita, que pela sua envergadura e alcance há muito estaria a ser preparada, esperando apenas por um pretexto. Mais, a UE reconhece o «legítimo direito de defesa» de quem, afinal, é o agressor - ao mesmo tempo que nega o direito de resistência a quem sofre a agressão e a ocupação -, solicitando, tão só e apenas, uma «acção não desproporcionada», dando afinal o seu aval a acções militares de Israel, apenas incomodando-se se estas forem mal «percepcionadas» pelos povos.
Atitude que no mínimo é cúmplice da «acção» militar israelita e da sua estratégia de domínio desta região. Estratégia que passa pela destruição da Autoridade Palestiniana e pela imposição de facto da anexação dos territórios ocupados por parte de Israel e pela inviabilização das condições necessárias à criação de um Estado palestiniano soberano e independente. Uma estratégia que passa igualmente pelo controlo do Líbano, o que significaria um passo em frente na sua concretização, redobrando a ameaça à Síria.
Os seus reais objectivos
Javier Solana, Alto Representante da UE para a Política Externa e Segurança Comum, informou da «disponibilidade» de países da UE integrarem uma «força internacional» no Líbano, afirmando que: «...temos estado a trabalhar para construir um conceito que torne possível mobilizá-la sob o chapéu do Conselho de Segurança das Nações Unidas...», na linha da proposta de resolução sobre o Líbano apresentada pelos EUA e pela França, em 2004, proposta que foi apoiada pela Alemanha e Grã-Bretanha.
Ou seja, instrumentalizando a ONU, procuram avançar para a criação de uma «força internacional» que garanta a concretização dos objectivos dos EUA/Israel para a região, ignorando a ocupação israelita e ingerindo-se de forma descarada nos assuntos internos do Líbano, com a participação da UE/NATO.
Sublinhe-se que, cinicamente, ainda há alguns meses atrás, a UE clamava pelo «estrito respeito» de um Líbano «soberano» e «independente», pela retirada das tropas sírias e pela «não interferência ou ingerência estrangeira» neste país.
Os arautos da guerra anseiam para que a UE/NATO assuma a responsabilidade que os EUA/Israel lhe querem atribuir na divisão das tarefas para uma «mudança fundamental da realidade política na região», ou seja, para a concretização do plano dos EUA de domínio da região - dos seus recursos energéticos e da sua posição estratégica -, denominado «Grande Médio Oriente». Plano que as grandes potências da UE ambicionam partilhar, evidenciando, afinal, a sua natureza militarista e ambições imperialistas. Para tal, procuram ultrapassar o que consideram ser qualquer obstáculo ao seu projecto de domínio e exploração, seja na Palestina, no Líbano, no Iraque, no Afeganistão, na Síria ou no Irão.
Pelo que, neste momento, é urgente a expressão da solidariedade para com os povos palestiniano e libanês. A firme condenação da agressão israelita e a exigência do seu fim imediato. O cumprimento do direito internacional e da Carta da Nações Unidas, nomeadamente das inúmeras resoluções da ONU que Israel desrespeita.